Não se trata de polícia na rua. Para ter segurança, é preciso que as ruas sejam iluminadas, limpas, sem mato ou lugares onde mal intencionados possam se esconder. É preciso que a investigação e punição dos crimes sejam eficientes e que essa eficiência seja reconhecida amplamente. Além da prevenção as drogas e parcerias estratégicas com a sociedade civil organizada.

Campinas, por exemplo, possui oito bases regionais da Guarda Municipal, uma base ambiental e uma rural. A Guarda é integrada com a Polícia Militar e com a Polícia Civil, que são estaduais, são independentes, mas trabalham em conjunto. Todas estão sobrecarregadas. A Polícia Militar e a Polícia Civil precisariam quase dobrar o número de funcionários para darem conta da cidade. Não possuem viaturas suficientes e agora, ao invés do governo estadual melhorar o salário dos policiais, está autorizando o “bico”. Ser policial é uma vocação, não é uma profissão comum, isso precisa ser respeitado, não podem viver de “bicos”.

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Por isso muita gente tem saudade dos tempos passados, quando a polícia ganhava bem, era equipada e conseguia deter o crime. Acontece que nos últimos anos a coordenação da segurança pública e sua responsabilidade estão, aos poucos, ficando mais a cargo das prefeituras do que a cargo do estado (Governador de São Paulo). Conforme o governo do estado deixa de investir, o governo do município precisa investir mais, pelo menos o quanto pode, porque a população reclama com o prefeito, e não com o governador. A segurança pública está se municipalizando, mas os recursos e autoridade não são repassados ao município. A responsabilidade da prefeitura aumenta, mas o dinheiro não!

Como falta dinheiro a cidade fica abandonada, o cidadão conta com a sorte para andar na rua. Mas criticar é fácil, o complicado é solucionar os problemas, e sem dinheiro! Isso muitos pais e mães fazem diariamente, estudando e alimentando os filhos com pouco dinheiro, bem diferente dos políticos de Campinas, que não estudam ninguém, com ou sem dinheiro.

Para iniciar a solução do problema da segurança pública em Campinas, em primeiro lugar precisamos reivindicar a volta das luzes brancas nos postes, porque essas amarelas, embora sejam mais econômicas, não definem bem as cores, o que faz parecer que iluminam menos. Nós pagamos pela iluminação pública na conta de luz, devemos exigir algo econômico, mas decente.

Um segundo fator seria parcerias estratégicas com organizações da sociedade civil, como igrejas e ONGs, que podem ajudar a mapear áreas que são mais descuidadas ou cuja população não colabora na limpeza dos terrenos, ajudando a prefeitura a conscientizar a população.

Por fim, mudar a ideia de que polícia é para oprimir e fiscalizar. Polícia, no regime democrático, é para orientar e cuidar, das pessoas e do patrimônio público. Para isso, como qualquer trabalhador, é preciso que policiais e guardas ganhem melhor, estejam equipados e preparados para lidar com a população com mais respeito e menos medo.

Aliás, quando um policial é mal educado e gera medo no cidadão, ele está criando insegurança pública. É isso que precisamos mudar, começar pelo respeito mutuo entre policial e cidadão, e principalmente, respeito ao patrimônio público que será herdado, queiramos ou não, por nossas crianças.

Mas essa questão é constitucional e ultrapassa as possibilidades de um vereador, o que podemos fazer é formatar uma articulação melhor entre as bases e comandos locais com o prefeito e organizações da sociedade civil. Rotary, Lions, Igrejas, Ongs precisam ajudar na tarefa de prevenção ao crime e fiscalização das autoridades, poque essas instituição são olhos educados do povo, mas não sabem como agir. Criar canais de comunicação com estas instituições através de uma consulta permanente, ostensiva e bem organizada da prefeitura. Isso pode ser feito através da criação de um banco de dados de demandas e sugestões para a cidade, na questão da segurança pública.

Gostou? Muita gente não sabe dessas informações, compartilhe!

2 Thoughts to “O que é segurança pública?”

  1. Manda esse também no meu email. Desde já obrigado

    1. Manoel Martins

      Pode copiar e colar Sandro, não tem problema. Cite a fonte, apenas, é a lei. Obrigado pela visita!

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